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atendimento avulso

Quanto custa uma visita técnica?

Depende de três coisas que a maioria dos orçamentos não pergunta: a distância, o tempo total que a pessoa fica indisponível e a chance de precisar voltar. Numa visita comum de três horas de serviço, o custo real costuma passar de R$ 800 — e a parte que surpreende não é a peça.

o relógio certo

A visita começa quando o técnico sai, não quando ele chega

É o deslocamento do conceito que faz o resto da conta desandar. Se a visita “dura” as três horas em que o técnico esteve no cliente, então a hora e meia de ida e volta e a hora esperando na portaria não pertencem a atendimento nenhum — viram um custo difuso da empresa, que aparece no fim do mês sem dono.

Só que ele tem dono. Aquele técnico ficou cinco horas e meia indisponível por causa daquele cliente. Se você mede três, está subestimando o custo em 45% antes de somar qualquer outra coisa.

A conta de uma visita comum

Cliente a 38 km, três horas de serviço, uma peça trocada. Custo da hora do técnico a R$ 61 — a faixa e a conta estão em quanto custa uma hora de técnico.

Custo da visita do portão ao portão
Peça trocadacusto do dia da saídaR$ 330,00
Trabalho no cliente3,0 h × R$ 61,00R$ 183,00
Estrada1,5 h × R$ 61,00R$ 91,50
Espera na portaria1,0 h × R$ 61,00R$ 61,00
Veículo76 km × R$ 1,65R$ 125,40
Custo fixo rateadorateio da estrutura pelas 5,5 hR$ 42,60
Custo total R$ 833,50

A peça é R$ 330 — menos de 40%. O resto, R$ 503, é tempo e deslocamento: exatamente a parte que não aparece em nota nenhuma e que por isso passa despercebida.

Cobrando R$ 1.200, sobram R$ 366 antes de imposto. É um serviço bom. Mas repare que a conta de cabeça — peça mais três horas — teria dito R$ 687, quase o dobro do que existe. É essa diferença que faz um desconto “de nada” virar prejuízo.

o que mais muda o número

Três coisas que dobram o custo de uma visita

  • A distância, que cobra duas vezes Cada quilômetro custa combustível e desgaste, e cada minuto na estrada custa a hora da pessoa. Dobrar a distância não dobra só o combustível — leva junto o tempo, que costuma ser a parte maior. Ver o custo do deslocamento.
  • A espera, que é invisível e cara Portaria, cliente ausente, energia desligada, elevador em manutenção. Uma hora de espera custa o mesmo que uma hora de trabalho. E quando ela se repete sempre no mesmo cliente, deixou de ser azar: é característica daquele contrato, e deveria estar no preço.
  • O retorno, que é a visita que não devia existir Faltou peça, o diagnóstico estava errado, o serviço não fechou. A segunda visita custa quase tanto quanto a primeira — e o custo dela pertence ao mesmo atendimento. Contada à parte, ela some da conta, e o tipo de serviço que sempre dá retorno continua parecendo lucrativo.

Medir isso não pode depender de ninguém anotar

Nenhum técnico vai registrar com precisão a hora em que saiu, a que chegou, quanto tempo esperou e quantos quilômetros rodou — não por má vontade, mas porque ele está trabalhando. Planilha preenchida de memória na sexta-feira não é medição.

No inSySti isso vem do próprio uso: o técnico muda o status da ordem de serviço conforme o dia acontece — saí, cheguei, comecei, terminei — e cada toque carimba a hora e a posição. O material sai vinculado à OS. No fim, o custo da visita é uma soma do que aconteceu, não uma reconstrução do que alguém lembra.

o material

Faça essa conta com os seus números

Dez páginas com a conta inteira aberta, linha por linha — e um espaço para você refazer com a sua última ordem de serviço. Deixe nome e e-mail que eu mando agora.

Sem proposta e sem ligação de vendedor. Você pode pedir a exclusão quando quiser.

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