estrada e tempo
São dois custos no mesmo trajeto, e quase todo mundo soma um só. O quilômetro custa combustível, pneu, manutenção e depreciação — algo entre R$ 1,20 e R$ 2,20 num veículo utilitário. E a hora ao volante custa a mesma coisa que a hora no cliente, porque a pessoa está trabalhando.
o custo esquecido
Quando se pergunta quanto custa ir até um cliente, a resposta quase sempre é o combustível. É a única parte que se paga com a mão no bolso, então é a única que se sente. Mas ela costuma ser menos de metade do custo do quilômetro.
O pneu se gasta, a revisão vem por quilometragem, a embreagem tem vida útil, o veículo perde valor a cada ano rodado. Nada disso dói hoje — dói quando chega, e aí parece despesa avulsa em vez do que é: o custo diferido de cada quilômetro que já foi rodado.
Um utilitário rodando 2.000 km por mês. Os valores mudam com o veículo e com a região; a estrutura da conta, não.
R$ 1,65 contra R$ 0,69. Quem usa só o combustível subestima o veículo em 58%. Numa viagem de 76 km ida e volta, a diferença é de R$ 73 — mais do que a margem de muitos serviços pequenos.
a metade que é tempo
Uma hora e meia de estrada, ida e volta, com a hora do técnico a R$ 61, são R$ 91,50. Somados aos R$ 125 do veículo, o deslocamento daquela visita custou R$ 217 — dois terços do valor da peça trocada.
E é aqui que aparece a decisão que esse número desbloqueia: duas visitas na mesma região no mesmo dia dividem o deslocamento. A segunda não paga a estrada de novo. Isso muda o que vale a pena agendar junto, e muda quanto vale a pena cobrar de um cliente distante que só tem uma visita por mês.
Perguntar a quilometragem ao técnico no fim do dia produz número redondo e otimista. Ele não está mentindo — está estimando, e estimativa arredonda para baixo.
No inSySti a rota do dia é registrada pelo próprio aparelho durante o expediente: a distância percorrida e o tempo em cada trecho aparecem sem ninguém digitar nada. O técnico só muda o status da ordem de serviço, que é o que ele faria de qualquer jeito.
Com isso, o custo do deslocamento deixa de ser um rateio do combustível do mês e passa a ter dono: aquela visita, aquele cliente, aquele contrato.
A nova versão abre para teste em março, e o número de vagas é pequeno. Deixe seu nome e e-mail que a gente avisa quando as inscrições abrirem.