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estrada e tempo

Quanto custa o deslocamento até o cliente?

São dois custos no mesmo trajeto, e quase todo mundo soma um só. O quilômetro custa combustível, pneu, manutenção e depreciação — algo entre R$ 1,20 e R$ 2,20 num veículo utilitário. E a hora ao volante custa a mesma coisa que a hora no cliente, porque a pessoa está trabalhando.

o custo esquecido

Combustível é a parte menor

Quando se pergunta quanto custa ir até um cliente, a resposta quase sempre é o combustível. É a única parte que se paga com a mão no bolso, então é a única que se sente. Mas ela costuma ser menos de metade do custo do quilômetro.

O pneu se gasta, a revisão vem por quilometragem, a embreagem tem vida útil, o veículo perde valor a cada ano rodado. Nada disso dói hoje — dói quando chega, e aí parece despesa avulsa em vez do que é: o custo diferido de cada quilômetro que já foi rodado.

O que custa cada quilômetro

Um utilitário rodando 2.000 km por mês. Os valores mudam com o veículo e com a região; a estrutura da conta, não.

O que se costuma contar só o que dói no bolso
Combustível9 km/l a R$ 6,20R$ 0,69
Custo por km R$ 0,69
O que custa de verdade por quilômetro rodado
Combustível9 km/l a R$ 6,20R$ 0,69
Pneusjogo a cada 45 mil kmR$ 0,10
Manutenção e revisãoR$ 0,22
Depreciaçãoperda de valor por kmR$ 0,42
Seguro, IPVA e licenciamentorateados na quilometragemR$ 0,17
Pedágio e estacionamentomédia do mêsR$ 0,05
Custo por km R$ 1,65

R$ 1,65 contra R$ 0,69. Quem usa só o combustível subestima o veículo em 58%. Numa viagem de 76 km ida e volta, a diferença é de R$ 73 — mais do que a margem de muitos serviços pequenos.

a metade que é tempo

E a hora ao volante custa igual

Uma hora e meia de estrada, ida e volta, com a hora do técnico a R$ 61, são R$ 91,50. Somados aos R$ 125 do veículo, o deslocamento daquela visita custou R$ 217 — dois terços do valor da peça trocada.

E é aqui que aparece a decisão que esse número desbloqueia: duas visitas na mesma região no mesmo dia dividem o deslocamento. A segunda não paga a estrada de novo. Isso muda o que vale a pena agendar junto, e muda quanto vale a pena cobrar de um cliente distante que só tem uma visita por mês.

O quilômetro que ninguém digita

Perguntar a quilometragem ao técnico no fim do dia produz número redondo e otimista. Ele não está mentindo — está estimando, e estimativa arredonda para baixo.

No inSySti a rota do dia é registrada pelo próprio aparelho durante o expediente: a distância percorrida e o tempo em cada trecho aparecem sem ninguém digitar nada. O técnico só muda o status da ordem de serviço, que é o que ele faria de qualquer jeito.

Com isso, o custo do deslocamento deixa de ser um rateio do combustível do mês e passa a ter dono: aquela visita, aquele cliente, aquele contrato.

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