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a conta que mais gente erra

Quanto custa uma hora de técnico?

Entre R$ 55 e R$ 75 na maioria das operações de campo que a gente mediu — e quase sempre o dobro do que a empresa imagina. Se você dividiu o salário por 220, o número que saiu não existe: ele ignora os encargos e supõe que todas as horas do mês viram atendimento.

antes da conta

Três números com o mesmo nome

Quase toda confusão sobre “o valor da hora” vem de misturar coisas diferentes que as pessoas chamam igual. São três degraus, e cada um serve para uma decisão:

Os dois erros da conta rápida

O de cima é confundir salário com custo. FGTS, INSS patronal, férias com um terço, décimo terceiro, vale-transporte, refeição, uniforme, EPI, exame periódico. Dependendo do regime da empresa, o custo real fica entre 1,5 e 1,8 vez o salário.

O de baixo é o pior, porque parece exato. As 220 horas mensais são convenção de folha de pagamento, não medida de produção. E entre a hora paga e a hora que vira atendimento existem duas perdas, não uma.

A conta, linha por linha

Um técnico com salário de R$ 3.200. Os percentuais variam com o regime tributário e o acordo da categoria — a estrutura da conta, não.

O que a empresa gasta por mês custo, não salário
SalárioR$ 3.200,00
Encargos e provisõesFGTS, INSS, férias, 13ºR$ 1.760,00
Benefíciostransporte, refeiçãoR$ 620,00
Uniforme, EPI e examesrateado no anoR$ 90,00
Ferramenta e celularR$ 110,00
Custo mensal R$ 5.780,00
Quantas horas viram atendimento o denominador honesto
Horas contratuais no mês220 h
Férias rateadas, feriados e faltas− 39 h
Horas disponíveisa pessoa está à disposição181 h
Escritório, reunião, carro na oficina− 22 h
Deslocamento entre atendimentos− 28 h
Dias sem serviço agendado− 24 h
Organização, orçamento, retorno de ligação− 12 h
Horas que viram atendimento 95 h

R$ 5.780 ÷ 95 h = R$ 60,84. Contra os R$ 14,55 que sairiam de R$ 3.200 ÷ 220 — mais de quatro vezes. Nos exemplos deste site usamos R$ 61, dentro da faixa de R$ 55 a R$ 75.

Repare que a queda acontece em dois estágios. O primeiro, de 220 para 181, é previsível e todo mundo aceita: férias e feriados existem. O segundo, de 181 para 95, é o que ninguém mede — e é maior. Quase metade do tempo em que o técnico está à disposição da empresa não chega a nenhum cliente.

o que fazer com esse número

Três decisões que mudam quando a hora é a real

O denominador é o que ninguém tem

A parte de cima da conta está na folha de pagamento e qualquer contador entrega. A de baixo, não: quantas horas do mês passado realmente viraram atendimento é uma pergunta que a maioria das empresas responde por estimativa — e estimativa, aqui, sempre erra para cima.

No inSySti esse número não é estimado. Cada ordem de serviço registra quando o técnico saiu, quando chegou e quando encerrou, pelo toque dele no celular, no momento em que acontece. No fim do mês, as horas atendidas são uma soma — e o custo da hora se corrige sozinho, técnico por técnico, mês a mês.

É por isso que o custo de uma hora não é um parâmetro que alguém digita uma vez por ano e esquece. Ele muda quando a agenda muda, e é essa variação que conta a verdade sobre a operação.

Quer saber quando abrir?

A nova versão abre para teste em março, e o número de vagas é pequeno. Deixe seu nome e e-mail que a gente avisa quando as inscrições abrirem.

Sem ligação de vendedor — só o aviso quando abrir. Você pode pedir a exclusão quando quiser.