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obra medida por produção · telecom, cabeamento, elétrica

Quanto cobrar por ponto instalado?

Quem é pago por unidade — ponto de rede, lance de fibra, câmera instalada — precisa saber o custo daquela unidade, e não o custo do mês. A conta tem quatro partes, e a que mais derruba obra não é o material: é a produtividade real da equipe.

o número que decide tudo

Quantos pontos a equipe faz por dia — de verdade

Todo orçamento por produção nasce de uma premissa de produtividade. “A equipe faz 12 pontos por dia.” Esse número costuma vir do melhor dia que alguém lembra, numa obra fácil, com o material no lugar certo.

A média real inclui o dia em que a infraestrutura não estava pronta, a manhã perdida esperando liberação, a obra em que o forro era baixo demais e a troca de frente no meio da semana. Se a premissa é 12 e a média é 8, todo o orçamento está 50% errado — e não há material barato que compense isso.

O custo de um ponto de rede

Equipe de dois, obra de 200 pontos, 25 dias. Custo da hora a R$ 61 — a faixa está em quanto custa uma hora de técnico.

Com a premissa otimista 12 pontos/dia
Material por pontocabo, conector, tomada, canaletaR$ 38,00
Mão de obra2 técnicos × 8 h ÷ 12 pontosR$ 81,33
Deslocamento diluídoequipe fixa na obraR$ 9,20
Custo fixo rateadoR$ 11,00
Custo por ponto R$ 139,53
Com a produtividade real 8 pontos/dia, medidos
Material por pontocom 7% de perda e sobraR$ 40,70
Mão de obra2 técnicos × 8 h ÷ 8 pontosR$ 122,00
Deslocamento diluídoR$ 9,20
Custo fixo rateadoR$ 11,00
Retrabalho e certificação reprovada4% dos pontosR$ 7,32
Custo por ponto R$ 190,22

R$ 140 contra R$ 190 — 36% de diferença. Numa obra de 200 pontos, são R$ 10.100 que existiam no orçamento e não existiam na realidade. É o suficiente para transformar uma obra de margem apertada em prejuízo.

E note que o material quase não muda entre as duas colunas. Quem tenta salvar a obra negociando cabo está mexendo em R$ 40 dos R$ 190. A alavanca está na mão de obra, que é onde ninguém olha porque ninguém mede.

o que some da conta

Três custos que a obra tem e o orçamento não

Do orçamento à obra seguinte

O valor de saber o custo real por ponto não está na obra que já foi orçada — está na próxima. Se ao fim de cada obra você souber quantos pontos por dia aquela equipe fez naquele tipo de cliente, quanto material realmente saiu e quanto tempo se perdeu esperando, o orçamento seguinte deixa de ser aposta.

É para isso que o inSySti amarra material, hora e deslocamento a cada frente de serviço. Não para produzir relatório: para que a pergunta “a gente consegue fazer esse preço?” tenha uma resposta baseada nas últimas cinco obras, e não na memória do melhor dia.

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