obra medida por produção · telecom, cabeamento, elétrica
Quanto cobrar por ponto instalado?
Quem é pago por unidade — ponto de rede, lance de fibra, câmera instalada — precisa saber o custo daquela unidade, e não o custo do mês. A conta tem quatro partes, e a que mais derruba obra não é o material: é a produtividade real da equipe.
o número que decide tudo
Quantos pontos a equipe faz por dia — de verdade
Todo orçamento por produção nasce de uma premissa de produtividade. “A equipe faz 12 pontos por dia.” Esse número costuma vir do melhor dia que alguém lembra, numa obra fácil, com o material no lugar certo.
A média real inclui o dia em que a infraestrutura não estava pronta, a manhã perdida esperando liberação, a obra em que o forro era baixo demais e a troca de frente no meio da semana. Se a premissa é 12 e a média é 8, todo o orçamento está 50% errado — e não há material barato que compense isso.
O custo de um ponto de rede
Equipe de dois, obra de 200 pontos, 25 dias. Custo da hora a R$ 61 — a faixa está em quanto custa uma hora de técnico.
R$ 140 contra R$ 190 — 36% de diferença. Numa obra de 200 pontos, são R$ 10.100 que existiam no orçamento e não existiam na realidade. É o suficiente para transformar uma obra de margem apertada em prejuízo.
E note que o material quase não muda entre as duas colunas. Quem tenta salvar a obra negociando cabo está mexendo em R$ 40 dos R$ 190. A alavanca está na mão de obra, que é onde ninguém olha porque ninguém mede.
o que some da conta
Três custos que a obra tem e o orçamento não
- O material que sobra e não volta Ponta de cabo, conector que caiu, caixa aberta pela metade. Some entre 5% e 10% do material em obra de rede, e quase nunca está no orçamento. Pior: o que sobra vai para a próxima obra sem passar por lugar nenhum, e o estoque nunca fecha.
- A hora parada, que custa igual à produtiva Infraestrutura atrasada, liberação de acesso, chuva, outra empresa ocupando a frente. A equipe está lá, sendo paga. Se essa hora não aparece na obra, ela vira “custo do mês” e some — junto com a informação de que aquele cliente sempre atrasa.
- O retrabalho e a certificação reprovada O ponto que não passou no teste volta a consumir equipe e material. É um custo do mesmo ponto, não um serviço novo — e contá-lo à parte faz a produtividade parecer melhor do que é, o que envenena o próximo orçamento.
Do orçamento à obra seguinte
O valor de saber o custo real por ponto não está na obra que já foi orçada — está na próxima. Se ao fim de cada obra você souber quantos pontos por dia aquela equipe fez naquele tipo de cliente, quanto material realmente saiu e quanto tempo se perdeu esperando, o orçamento seguinte deixa de ser aposta.
É para isso que o inSySti amarra material, hora e deslocamento a cada frente de serviço. Não para produzir relatório: para que a pergunta “a gente consegue fazer esse preço?” tenha uma resposta baseada nas últimas cinco obras, e não na memória do melhor dia.
o material
Faça essa conta com os seus números
Dez páginas com a conta inteira aberta, linha por linha — e um espaço para você refazer com a sua última ordem de serviço. Deixe nome e e-mail que eu mando agora.
Sem proposta e sem ligação de vendedor. Você pode pedir a exclusão quando quiser.